quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

OPERAÇÃO ENGANA TROUXA, AO ATAQUE!

Mulheres são conhecidas por dar golpe da barriga, golpe do casamento, golpe do compromisso. Mas e os homens com seu famoso golpe da aliança? É isso mesmo. Alguém ai caiu no golpe da aliança escondida e do relacionamento que chegou ao fim há pouco tempo?
Eles chegam elegantes e cavalheiros, querendo te conquistar a todo custo. Chamam para um chopinho, um jantar, um almoço, café da manhã. Estão sempre disponíveis, corteses e solícitos. Soltam o papinho de fim de relacionamento há pouco tempo, não querem se envolver, parecem pessoas inseguras, feridas, magoadas. Ai você tem vontade de pegar no colo, abraçar e não mais largar. Ele se mostra tão compreensível, tão participativo na sua vida, tão interessado em te agradar, tão diferente dos outros...
Você então se rende, afinal, o papo é agradável, o rapaz é sedutor, te respeita, te trata como princesa e só precisa de um pouco de carinho para perder tanto receio, tanto medo de você. Pra parar de fazer tanto jogo e se soltar. Só que tem algo ali que não dá liga, alguma coisa estranha no ar, mas você pensa: deve ser insegurança. Homens são tão bobos quando se sentem inseguros. Porém são sinais que você deixa de lado, não por burrice, não por ignorância, mas pelo simples fato de acreditar no que te falam.
Às vezes surgem discussões bobas, ele tenta te causar um ciúme, faz um comentário desagradável, não entende determinada colocação, coisas que você julga serem ajustes de um começo de relacionamento indefinido, coisas da modernidade. Ele some então no final de semana, não te dá tanta moral e na segunda-feira é todo encantos por você de novo. Mas você está iludida demais com os dotes e truques do mocinho para perceber tamanha cilada.
Pra alguém que nunca caiu nesse golpe pode parecer ingenuidade ou até que a pessoa sabia. Quando não é com a gente sempre pensamos que não é possível não ver indícios tão explícitos assim, mas posso falar? Eles são ariscos e a gente cai.
O que eles não contam é com a nossa curiosidade investigativa misturada com uma pitada de raiva, afinal... eu estava quieta no meu canto e quem caçou a sarna foi ele. Depois de uma ou outra discussão, já com uma pulguinha saltitante na orelha, a gente só precisa de alguns minutos, um computador e algumas amigas. Pronto. Está lá, a vida inteirinha do bofe, desde o cartório onde foi registrado o seu nascimento até o cartório onde foi registrado seu casamento.
E não tem erro, meninas. A esposa sempre tem uma foto sorridente do lado do maridinho infiel onde ela declara seu amor ao “melhor homem do mundo” e a mãozinha da gente coça pra dizer: ah meu bem, deve ser mesmo. Tão bom que ele não sossega só com você e anda galinhando por ai e o que é pior em enganação em dose dupla. Porque gente, não tem coisa pior que ser jogada de amante sem escolha.
Sério, não estou aqui para fazer julgamentos e cada um leva a vida que quer, mas acredito que quando não se tem a sinceridade se perde o direito de tudo, até de se defender. Um cara, uma mulher, qualquer um pode querer viver uma aventura. Cada um sabe onde seu calo aperta e o que se passa em sua relação, mas o outro que vai entrar de gaiato na história precisa estar ciente. Não é justo com você, com a esposa e com a pessoa que entrou em uma relação, em uma história sem nem ao menos saber. A escolha de aceitar ou não é da pessoa, ninguém tem o direito de escolher isso por você. E cá entre nós, mulher ou homem pra topar uma aventura sabendo que o outro é casado, é o que não falta. Então, pra que brincar com o sentimento de alguém? Pra que seduzir, conquistar, criar um ser que não existe? E o que é pior, bater tanto no peito e dizer que não há mistérios e segredos, tudo pode ser perguntado que tudo será respondido.
Onde você deita sua cabeça à noite pra dormir? Como você acorda sendo alguém tão pequeno assim? Porque meu bem, ser PHD nos estudos é fácil, quero ver encarar a vida de frente e virar homenzinho. Nos livros eu também me garanto, não vejo vantagem nenhuma ai. Não sei o que se passa na cabeça de homem, porque pode ser da era do meu avô, pode ser atualíssimo, estudado e letrado que todos agem da mesma maneira. Quando os homens deixarão de ser covardes? Qual atitude devemos tomar?
Porque nós podemos até ter sido usadas, ingênuas e um pouco idiotas, mas jamais devemos nos sentir culpadas ou sujas por isso. Ainda não sei que atitude devemos ter: louca barraqueira que entorna o caldo ou a Diva que não se abala e não desce do pedestal? Não sei, única coisa que sei é que prefiro mil vezes os idiotas escrachados e de cantadas baratas, porque ali pelo menos eu sei com quem tô lidando. Agora, que pessoas doentias assim deveriam ter seu castigo, ah isso eu assino embaixo. Só não decidi ainda qual seria o melhor caminho. O que você sugere?



Fotos retiradas do Google

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VOCÊ SE BASTA?

Todos dizem a mesma coisa: tudo que você precisa está dentro de você. Só você é capaz de mudar tudo na sua vida. Ninguém é vital em sua vida que não você. A força para tudo que precisa e deseja está dentro de você. Você se basta. Até mesmo a Oprah diz essas coisas diversas vezes em seu programa. Mas eu não sei até onde tenho essa força. Eu até entendo que não devemos nos vitimizar, nos anular perante o outro. Não devemos entregar a nossa vida nas mãos de outro, porque a vida é só uma e não dá pra desperdiçar. Não podemos permitir que ninguém nos convença que não somos nada, que não vamos a lugar nenhum. Isso nada mais é do que a única arma que um covarde tem de se fazer superior, como ele mesmo não consegue nada, não tem autoestima pra isso, ele usa do poder de te inferiorizar para crescer. A própria história da Oprah já é uma lição de vida, uma superação. Molestada desde criança, ela não se deixou vencer pelas adversidades de uma infância pobre. Negra, marcada pela infância difícil, sem perspectiva nenhuma a sua frente, sem estudos, sem estrutura, ela só pode confiar em si mesma e na força que vinha de dentro dela para crescer e se tornar a mulher mais influente dos EUA. Com certeza ela precisa ser sempre lembrada e usada como espelho, principalmente nos nossos momentos de dúvida. Não interessa o grau da maldade, a intensidade com que tentam nos diminuir. Pode ser um marido que bate em sua esposa submissa, alcoólatra que a diminui e a faz acreditar que sem ele, ela jamais sobreviveria. Mesmo apanhando, ele é sua melhor solução. Pode ser um colega de trabalho, um superior que vê em você uma ameaça e tenta miná-la de todas as formas, diminuindo e fazendo você desacreditar em seu talento. Pode ser um simples deboche de um colega, em uma brincadeira, que a faz se sentir mal, incapaz e a imobilize de continuar sua jornada. Pode ser um estupro, um assassinato, uma violência doméstica. Independente da situação, da maneira com que acontece, com intenção ou não, existirão sempre pessoas que poderão te derrubar, caberá a você permitir ou não. Mas eu sei também que é muito difícil de acreditar a todo tempo em seu potencial, ter a certeza a todo instante que você se basta, que só depende de você para que as coisas aconteçam em sua vida. Principalmente quando coisas que não dependem exclusivamente de nós sucedem e a solução não parece ser tão simples de resolver. Não parece estar somente em nossas mãos. A sensação de impotência e de fracasso como ser humano é quase inevitável. Já me deixei abater várias vezes por duvidar de mim, pois quando eu estava no auge do meu entusiasmo, alguma pessoa vinha e, de alguma forma, diminuía minha auto-confiança. Minando minhas forças, sugando minha energia. Já pensei diversas vezes em cair na minha cama e não levantar mais. Mas é ai que me lembro de histórias marcantes como a da Oprah ou de pessoas menos famosas, mais humildes até, que eu conheço e que deram a volta por cima sempre, como um ato de bravura, como uma demonstração de poder e aí que me dou conta que não posso cair, não é justo comigo me deixar ceder. Problemas maiores que os meus, pessoas menos agraciadas na vida que eu lidam com a superação constantemente, em uma briga diária. Por que teria que me deixar abater? Qual a minha justificativa para ser tão fraca? Por que me sentir castigada por Deus tendo tantas coisas e oportunidades na minha vida? E então, eu me levanto. Lavo meu rosto, visto a minha melhor roupa e vou à luta! Porque a guerra só acaba quando não há mais pelo que lutar!

Fotos retiradas do Google

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A BATERIA VICIOU, É HORA DE MUDAR DE APARELHO?

Uma relação viciada tem como ser recarregada? As pessoas mudam? Todos merecem uma segunda chance? Vale a pena arriscar? Até que ponto? Pequenas mudanças podem desencadear um novo tipo de relação? O amadurecimento pode reescrever uma história?
Decepções amorosas acontecem com todo mundo. Nem sempre encontramos equilíbrio e sintonia nas relações. Às vezes a balança do amor pesa mais para um lado e o outro, mais leve, menos envolvido, não compartilha das mesmas aspirações do primeiro e, daí para o termino, desilusões e mágoas é apenas uma questão de tempo.
Mas geralmente o que te faz sofrer também é o que te dá prazer e aí? Depois que o tempo passa, novas experiências surgem, você amadurece, não se envolve mais, não se deixa levar como antes. Enfim,cria cascas, fica mais desconfiada quando se trata do outro e abre os olhos pra vida, aquela mesma pessoa reaparece, como uma provação divina para saber se realmente você aprendeu a lição. Seria certo se deixar levar novamente?
Será possível depois de tanta história, tanta mágoa, desrespeito e desentendimento, reconstruir uma nova história sem cair novamente na primeira? Será que ambos darão conta do que passaram e se entenderão melhor? Ou será perda de tempo? No final, a visão de um em relação ao outro será sempre a mesma, as histórias se repetem e nada mais? Será que quem não conseguiu se envolver e se deixar levar na primeira tentativa pode fazer diferente na segunda? Será que era um amor que precisava ser lapidado ou só uma curtição masoquista?
Como saber do que se trata? Como detectar se vale a pena ou não? Dando chance ao azar? Porque, ao se permitir reviver aquilo, algumas lembranças sempre te perseguirão, será inevitável. Certas atitudes te lembrarão as atitudes passadas e dois passos para trás serão dados. Às vezes nem serão parecidas, mas o seu medo e receio farão com que pareçam ser e, ressabiada como gato escaldado, você irá se prevenir, ficando na defensiva. Você aguentará até quando? E o outro? Merece e aceitará suas desconfianças até que ponto? Histórias que vão e voltam terminam com final feliz ou isso é só historinha de infância que nossos pais contavam pra gente? Você já ouviu falar de alguma dessas histórias que deu certo?
Eu realmente não sei o que pensar. Acredito sempre que devemos nos arriscar em tudo. É melhor se arrepender do que fez do que daquilo que não fez. Mas confiar na mudança das pessoas, no interesse, no respeito quando a relação foi desgastada é algo mais complicado. Não dá para se apagar com uma borracha tudo o que se passou, não dá para recomeçar como se nunca tivesse acontecido nada antes. Ainda não inventaram a amnésia seletiva. Redescobrir um novo tipo de relacionamento, ajustar as peças, colocar a casa em ordem levará tempo. Redescobrir o que cada um representa pra si, redefinir os papéis e se convencer de que realmente se mudou pra valer demanda paciência e muita perseverança. As pessoas podem nem acreditar que aquilo dará certo, mas você precisa acreditar a todo tempo. É preciso saber que no início muito tropeço será dado, muita vontade de desistir, medo de reviver as mesmas histórias serão mais que naturais, compreensíveis, e qualquer pequeno desentendimento parecerá o fim novamente, mas se tiver fé e a certeza de que é só uma fase de ajustamento a chance de melhorar é grande. O difícil é saber se essa é a mesma vontade do outro, porque sozinho ninguém rema.
Tentar rotular as relações, embasá-las em relação à dos amigos é um grande erro. Cada um tem um tipo de relação diferenciado. É preciso apenas se tomar consciência do que se quer e encontrar alguém que tope. Nem precisa ser namoro, noivado ou casamento. Só é preciso ser o que você realmente deseja. Encontrar o tipo de intimidade que lhe satisfaça e satisfaça ao outro. Isso também irá demandar um certo desapego. Desapego às convenções sociais, ao que é cobrado da gente. Porque pra muitos é melhor ter um NAMORO falido a um encontro casual feliz. Mas quando se percebe que o que te faz feliz é ter alguém ao lado quando se precisa, mas que é bom se manter uma individualidade, uma liberdade de ter suas intimidades sem precisar pedir permissão e ainda assim contar com alguém, com o amante, o amigo, o parceiro. Ter quem procurar no meio da noite, num domingo nublado ou um sábado ensolarado e ter a chance de escapar quando aquilo parece maçante é um construção de felicidade. Mas que precisa o tempo todo ser amadurecida e conversada porque se encontrar o respeito, carinho e a cumplicidade nesse tipo de relação sem amarras é um processo bem mais complicado. Aqui não tem rótulos, mas não podem faltar sentimentos. Entende? Difícil não? Mas quem disse que tentar novamente uma relação seria fácil? Como ganhar a confiança e confiar plenamente no outro sem cair no ciúme sem sentido? Como entender quem o outro é agora sem pensar que não passa de um joguinho para te seduzir? Como se ele tivesse inventado aquela personagem porque te conhece e sabe o que você realmente espera do outro? Como acreditar e confiar que aquela pessoa mudou com as experiências da vida e se deixar levar novamente por uma história? Como pagar pra ver?
Não existe regra pra isso. Não existem táticas para detectar se o outro realmente mudou ou se é só uma cena. Porque se você testar demais pode cansar o outro e ele desistir. Pode chegar um ponto em que outro diz: Chega. Tá fazendo jogo demais. Se retraindo demais. Querendo que eu corra atrás demais. Ele não está mostrando o menor interesse, não dá o menor sinal de que quer algo diferente do comum, do que pra gente já foi falido. E ai a pessoa cai fora porque você na verdade estava na sua, apenas testando se aquela pessoa realmente mudou. Quando acordar, já perdeu.
Ou você se joga sem pára-quedas ou não arrisca. Não dá pra saber como uma prova de matemática se o outro aprendeu com a vida ou não. Se o outro amadureceu ou não. Isso é o tipo de coisa que só se descobre se deixando descobrir. Será preciso arriscar, deixar o outro se mostrar e mostrar a ele que você também quer. Será preciso tirar as máscaras, ser honesto com o outro e consigo mesmo. Esquecer o orgulho, esquecer a opinião dos amigos, esquecer o que te trava. Mas pra fazer tudo isso pare antes e pensa: Ele ou ela vale a pena?



Fotos retiradas do Google

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CUIDADO: HOJE VOCÊ BRINCA, AMANHÃ É BRINQUEDO

O que leva uma pessoa a ignorar a existência da outra? Por que tantas vezes não podemos ser simplesmente sinceros com nós mesmos e com os outros? Por que simplificamos o outro como objeto estático que não precisa de respostas, que não tem anseios e angústias? Por que é tão mais fácil nos sentirmos superiores quando alguém quer nossa presença, mesmo que simplória, por instantes, por recado, mensagem, telefone? É meio que uma imbecilidade nos colocarmos por instantes em um pedestal para depois perdemos algo de valor, pelo simples fato de aparecer pros amiguinhos, não?
É isso mesmo... é de você mesmo que tô falando, mocinho! Você que para não demonstrar fraqueza, sinceridade, não se render ao outro sem máscaras, sem personagens, ser apenas você, se esconde no mundo das canetas bics. Você que ao invés de dizer não estar mais afim, ou está, mas que ocupações cotidianas o prendem, se esconde no mundo dos ignorantes. Como sei o quanto você gosta de apelar já me retrato desde então. Ignorante no sentido de quem ignora, não de quem não tem conhecimento de causa, ok?!
Por que os homens fazem isso com tanta freqüência no mundo de hoje? Isso é ser homem moderno? Sei que a demanda está grande, que pra cada homem existem milhares de mulheres disponíveis no mercado e que alguma delas realmente não se importam em serem vistas como o lanchinho da madrugada, a escolhida da vez e que até se orgulham disso. Mas não acho que elas devam ser tomadas por base nas suas atitudes, ok? Ainda me vejo como pessoa e algumas de minhas amigas também. Alguém que tem sonhos, tem respeito, tem sentimentos e que joga aberto, joga limpo, sem medo do que isso possa vir a parecer socialmente.
Se você demonstra interesse, demonstra carinho, afeto, corresponde às expectativas do outro não significa amarras, não significa compromisso. Significa respeito e maturidade, apenas isso. Estar, conhecer uma pessoa e gostar da companhia dela não quer dizer ali que deva haver uma escolha: “ou fico com ela ou com meus amigos”. Os relacionamentos não são tão simplistas assim. Reconhecer o outro como alguém especial, dar a ele atenção, afeto, procurar saber do seu dia, da sua semana, como vai a sua vida fora o sexo de vocês não é algema, não é o que vai te prender a ela. É simplesmente amizade. Você se dá conta do quanto distrata alguém que está saindo quando simplesmente decide não responder mais às mensagens, atender sua ligação? Qual o problema de atender e dizer: olha, não tô mais afim, parti pra outra. Jogar limpo? Perder a foda certa? Querido, ignorando você já perdeu. E às vezes nem vem a ser o que acontece né? E mesmo assim você perde e não aprende. Ás vezes, aconteceram sucessivas coisas que te impediram de dar atenção àquela pessoa, mas que vocês gostaria de ter dado. OK, entendemos, mas não temos bola de cristal e seu lindo sorrisinho não irá desmanchar o estrago que você fez. Sinto muito, mas é preciso sim conversar.
Outro medo que não entendo é este de conversar. Quando um amigo fica bolado com você, quando alguém do trabalho fica estranho, você não conversa? Não coloca as coisas bem esclarecidas? O que muda em se tratando da mulher que você está saindo? Conversar é dar moral demais? Não, meu querido. Conversar é ser adulto. Quando temos um probleminha de entendimento, quando coisas ficam mal explicadas é preciso conversar, colocar tudo em pratos limpos para se seguir em frente com segurança.
Outro ponto sempre colocado é que homens não se ligam nessas coisas. Mentira pura, porque quando querem vocês conseguem ser bem educados e em alguns pontos até melosos. Vocês se ligam sim, mas só quando julgam conveniente.
Não quero aqui levantar questões de namoro, compromisso, casamento. Quando saio com você não estou realmente pensando em te arrastar pra um altar, mesmo porque pra isso você teria que valer muito mais do que demonstrar valer. Não quero e não preciso agora de alguém comprometido e dependente de mim, não nesse momento turbulento pelo qual passo. Mas também não acho certo se julgar digno de dividir momentos comigo, deitar na minha cama e não ter nenhum tipo de relação. Amizade e companheirismo é o mínimo que se pede, querido! Está ai o segredo. Quer saber mesmo como tratar uma mulher bem? Como deixá-la tranqüila? Trate-a como trata a seus amigos, com a mesma parceria, apenas isso. Por que com alguém que você divide momentos íntimos demais deva ser diferente que com seus amigos? Qual a lógica disso?
Eu realmente gostaria de entender qual a lógica de se ignorar alguém, mas não consigo, Não está em mim. Por educação até, se me mandam uma mensagem, respondo. Se me ligam, atendo ou retorno quando posso. Se me procuram pra conversar e não posso, explico. Se posso, ajudo com o maior prazer, sou uma boa ouvinte. Isso não é somente com quem amo, até com apenas conhecidos, porque isso não é demonstração de amor, é respeito. Respeito com a pessoa que está do outro lado, respeito comigo mesma. Eu nunca faço isso com os outros e não posso aceitar então que façam comigo. Ainda mais se tratando de pessoas que entram na minha intimidade, me conhecem como realmente sou, de um jeito que poucos têm oportunidade. Não dá pra entender tamanha covardia, simplesmente não dá.
Se você quer que uma pessoa desapareça da sua vida, assuma isso. Diga. Se não é o que quer, demonstre, cultive, seja presente, se importe. O que não pode haver é indiferença e oportunismo. Usar o outro como se usa um objeto e depois descartar.
Hoje quem sai magoada sou eu, mas amanhã certamente será você. Porque, embora ser ignorada doa muito, ser quem ignora seria para mim muito pior. Porque, triste, arrependida, decepcionada, eu ainda me mantenho humana, preservo a todo custo minha sinceridade e respeito, já você...
Pense nisso e se não for por mal que assim o faça, mude. Não comigo, mas com a outra que bate na sua porta e acaba de chegar.



Fotos retiradas do Google

terça-feira, 18 de outubro de 2011

E AI? QUAL A SUA TRIBO?

Existe uma dualidade constante quando se trata da vida em comunidade. Ao mesmo tempo em que as pessoas desejam ser diferentes, para se destacarem em meio à multidão e se fazerem sentir vivas, essas mesmas pessoas também querem ser iguais aos seus, querem ser aceitas pela tribo a qual pertencem. É meio complexo e ao mesmo tempo tão óbvio de entender.
Já nascemos com características que automaticamente nos colocam em determinados grupos e nos excluem de outros, é inerente a nós. É como nascer anão, ser magro, negro, branco, homem ou mulher. São separações naturais que vão se firmando à medida que vamos nos desenvolvendo. Na escola, meninas têm assunto de meninas, brincam com meninas, contam segredos para meninas. Meninos brincam de carrinho. Os populares se juntam no recreio, os excluídos também.
Mas e quando não se aceita a condição natural em que nasceu? Quando o homem se sente mais a vontade e quer na realidade estar rodeado de amigas? Ele gosta dos mesmos assuntos, se familiariza com seus gostos. E quando a menina na verdade quer ser menino? Quando a loirinha angelical que vai pro catecismo decide na puberdade que quer o cabelo raspado, roupas pretas e tatuagem de dragão nas costas? Isso se transforma em pesadelo para a divisão de castas sociais? São aberrações? O que essas pessoas buscam de fato?
O desejo de sermos únicos, de fazermos diferente é comum a todos os seres humanos. Cada um busca a sua maneira se encontrar, descobrir seus verdadeiros gostos, se desprender das amarras sociais (outros desejam se prender a essas amarras). Na fase adolescente isso é chamado de rebeldia. Mas para mim vai além de ser um rebelde, é quando na verdade o individuo toma forma, ele descobre seus reais valores e vai em busca do seu encontro. É quando ele diferencia o que a sociedade tenta impor para ele ser e o que ele realmente é. Quando uma pessoa decide fazer uma tatuagem por exemplo ou colocar um piercing hoje, vai muito além de uma mera rebeldia. O grupo dos tatuados não é mais aquele de antigamente, ligado aos presos e marginais. A tatuagem ganhou status de linguagem corporal. É mais uma forma de expressar um sentimento, um momento, marcar uma história em seu próprio corpo. É um estilo de vida. Quando um senhor de idade decide deixar o cabelo crescer, montar em sua moto e rodar o mundo, é o grupo dos maluco-beleza?
Independente da idade ou da fase em que nos encontramos, estamos o tempo todo em busca de nossa individualidade, na busca constante por nossa essência e, ao mesmo tempo, queremos encontrar aos nossos semelhantes. Queremos ser diferentes, mas jamais sozinhos. E, ao buscarmos nossa diferença, esquecemos do direito do outro de ser diferente. Queremos nos desprender das amarras sociais, julgamos fútil e mesquinha essa divisão de castas, mas condenamos o tempo todo àquilo que não entendemos. Um grupo heterossexual condena aqueles que são homossexuais, os julgam menores, aberrações, desprovidos de razão. Já os gays cismam em qualquer conversa afirmar que todos são na realidade gays, só não se descobriram (já ouvi isso trocentas vezes). Pessoas tatuadas demais e com estilo liberal são taxadas de sujas e vulgares pelo grupo de patricinhas e mauricinhos, elitistas sociais. Bares alternativos, por outro lado, não vêem com bons olhos um grupinho mais elitista e “bem vestido” freqüentando seu ambiente, viram motivo de chacota e até mesmo de intimidação.
Ser diferente é nosso desafio, essa descoberta é o que nos faz ir além. Descobrir nosso grupo de afinidades, nossa tribo é o melhor presente para o fim da solidão, mas precisamos entender que cada um tem seu grupo, cada um tem suas escolhas e impor as nossas é o mesmo que manter o sistema na mesmice. O que faz o mundo girar e as pessoas crescerem é exatamente a pluralidade das formas. O mundo seria muito sem graça se fosse só de uma cor. Tem harmonia mais linda que as diferentes cores de um arco-iris? Uma orquestra não tem futuro se for composta de um só tipo de instrumento. Respeitar o espaço do outro, aceitar as diferenças, conviver com o que parece bagunçado pode ser no inicio assustador, mas tente encarar, aposto que será divertido!



Fotos retiradas do Google

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

AS INQUIETAÇÕES NOS FAZEM ANDAR PRA FRENTE

Sempre descontente com o rumo que as coisas tomam, sempre buscando mudanças, angustiada, nervosa, se consigo uma coisa aqui já penso naquela que não consegui ainda. Em constante inquietação, uma quase depressão. Esta sou eu e qualquer semelhança com você não é mera coincidência.
Se a vida fosse só felicidade, se somente coisas fáceis aparecessem. Se não tivéssemos adversidades, momentos de dúvidas e superações como poderíamos querer mudar? Como pensaríamos em evoluir? Quando tudo caminha bem a tendência para todos nós é a acomodação, é nos contentarmos com aquilo que já temos. Relaxar os ombros, nos jogarmos na poltrona, pegar o controle remoto e não mais levantar. Belo sonho? Até certo ponto né?
Como férias indeterminadas, passar ai uns bons meses sem um turbilhão de coisas, seria sim até bem quisto. Mas duvido muito que eu e você conseguiríamos viver assim o resto da vida. Aposto um braço que procuraríamos qualquer coisa em nossa mente para nos inquietar, buscaríamos qualquer frustração para sair da inércia. Está em nós essa busca constante pela perfeição, não há como escapar.
O que seriam dos meus textos sem meus problemas? O que seria do meu blog? Porque coisas resolvidas, vidinha feliz até dá algumas páginas, mas não passariam de umas 10. O que me motiva a questionar, me faz contestar, me indignar são meus momentos de fraqueza, meus momentos de dor, minhas dificuldades, meus desamores. A felicidade traz o ar de plenitude e a plenitude não precisa ser compartilhada.
Uma pessoa sem inquietações, sem obstáculos seria um perfeito imbecil. Não teria a grande chance de aprender, não tiraria lições dos seus erros, não aprenderia compaixão nas suas decepções, não saberia o valor de perdoar e ser perdoado. Não cairia em tentações. Ai, as tentações... o mundo seria tão sem graça sem elas. Gosto dos meus acertos, vibro com eles. Curto minhas vitórias, mas admito que nada me faz crescer mais, nada me faz aprender mais do que meu erros, minhas cabeçadas, minhas escolhas equivocadas. Adoro saber que tem um mundo gigante lá fora e quantidades infinitas de possibilidades, que tudo tem 50% de chance de dar certo e 50% de chance de dar errado. E que, como num jogo de xadrez, é preciso se raciocinar muito antes, relembrar dos passos já tomados de maneira equivocada, respirar fundo e só depois decidir que peça mover desta vez. É fantástico saber que pode-se vencer aquela partida ou perder e que é assim com todo mundo. Mas o melhor de tudo, depois vem sempre outra partida, outra chance, outro adversário, outro tabuleiro. Ninguém pode ser o melhor, mas pode-se fazer o melhor, aprender. É isso, a vantagem é ser sempre o aprendiz!
Eu poderia ficar aqui enumerando as vantagens de estar em constante mutação, de dizer que quando penso que quero tal coisa, já mudei de direção sem nem ao menos perceber, mas outro tema já está aqui me perturbando. Outro assunto vem surgindo no meu caminho e eu preciso prosseguir. Afinal, até um chute na bunda faz a gente andar pra frente né?rsss.



Fotos retiradas do Google


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A CADA PARADA UMA NOVA BAGAGEM

A cada vez que partimos de um lugar sentimos o medo, a saudade apertar, um desejo do novo, a apreensão pelo desconhecido. Porque quem parte de um lugar sempre chega a outro. Mas o que ficou pra trás não fica onde estava, carregamos sempre na nossa mala de recordações e, com o passar do tempo, ela pesa viu?!
A cada vez que voltamos a um lugar, ele já não é mais o mesmo. É como diz o ditado: não se pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, ele não é mais o mesmo e nem você. Sempre que retornamos, a cidade já não é a mesma, as histórias de vida que se passaram na sua ausência a modificou, as pessoas se modificaram e você com mais experiência também se modificou. Na verdade, cada volta é como se fosse a primeira visita, pois nada mais é igual.
Quantas vezes não voltamos àquele lugar onde tivemos momentos tão maravilhosos? Histórias com pessoas inesquecíveis? E ao tentarmos recuperar tudo que já vivemos ali nos parece tão estranho? Pode tanto se perder a graça como ser ainda mais interessante, mas igual jamais! E quando se trata de pessoas? Quando tentamos retomar um namoro ou uma amizade perdida? Parece que vai dar tudo certo no inicio não é mesmo?
A agitação do recomeço nos deixa sempre inebriadas e com a certeza que dessa vez será melhor. Será como antes com desfecho diferente. Mas ai a pessoa já parece não ser aquela que você conheceu, ela se tornou estranha no corpo de um conhecido (não é pra te aliviar, mas você pra ela também). Pode ser que essa “nova” pessoa te encante mais e vocês se redescubram ainda melhores juntos. Pode ser que ela já não corresponda às suas expectativas e a frustração se torne inevitável, mas eu só posso garantir que aquela pessoa, aquela do passado, independente de como seja de agora em diante, aquela não volta mais.
Por isso, quando deixarmos alguém pra trás, quando precisarmos partir é importante mantê-lo por perto de alguma forma ou aceitar que ele não será mais o mesmo quando voltarmos. Certas estações são mesmo passageiras.
Viemos ao mundo em um imenso trem e, em cada estação que descemos conhecemos gente, sentimos cheiros, experimentamos alimentos, tocamos em objetos, registramos tudo na nossa memória, guardamos as coisas gostosas na mala da recordação e seguimos a viagem. É assim que tem ser, mesmo quando relutamos, mesmo quando adiamos a próxima partida.
Tentar reviver o que ficou pode ser um grande erro, ao nos iludirmos com a possibilidade de sermos os mesmos de antes, adiamos uma nova chegada, um novo destino. E isso com grandes chances de nos decepcionarmos com a possibilidade daquela pessoa não estar mais lá como antes, daquele abraço já não encaixar, daquele perfume ter mudado, daquele objeto ter sido retirado, ter se quebrado. É como chegar em uma estação, mas o trem já ter passado. Perdemos o time, chegamos tarde demais.
Se não deu certo um lugar, uma pessoa, uma estação é possível que não fosse pra ter dado mesmo, era como férias, passageiro, somente para nos enriquecer com experiências, nos marcar e seguir adiante. Quem precisa te acompanhar nessa viagem, quem estará ao seu lado, dá sempre um jeito de ficar. A vida se encarrega de juntar.
Por isso, não relute contra a próxima partida, não adie a viagem. Tem dia que se parte, tem dia que se chega. É sempre assim... cada estação é uma nova história, uma nova parada, mas a única certeza é o trem!


Fotos retiradas do Google

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

NÃO É COMO FAZER XIXI EM PÉ

Não sei se é porque a maioria das casas de entretenimento são propriedades masculinas ou se é pela confusão que se faz de direitos iguais com tratamentos iguais entre os sexos, mas que existe um grande equivoco quanto à diversão para mulheres, ahhh isso existe.
Um dia desses fui a um clube das mulheres para matar a minha curiosidade e me divertir com minhas amigas e, o que assisti foi exatamente a um show de strip-tease tal qual em um filme para homens, só que com mocinhos no palco e não mulheres. Sim, um show de bizarrice, grosso modo.
No começo do show, os rapazes entram fantasiados, geralmente de médico, cigano, policial e outros imaginários masculinos (é porque só um homem pode achar que isso nos traz virilidade) , daí começa a música e... se preparem meninas é de abrir o queixo e querer sumir... eles puxam uma mulher para o palco, uma mulher qualquer da plateia, a tacam na parede, passam a mão em suas partes íntimas, dão tapas na sua cara, puxam o seu cabelo, sentam no seu colo, roçam seu membro nela, a apalpam, expõem-na ao ridículo do sexo explícito com roupa e terminam com aquele sorriso no canto do rosto, achando que estamos todas no extremo da excitação.
É ai que eu questiono até onde os homens são desentendidos ao ponto de acreditar que nossos sentidos são estimulados como os deles no simplório: tato e visual e até onde nós mesmas não queremos ser simplistas a esse ponto, achando que assim seremos igualadas a eles?
Não é nos anulando, anulando nossas diferenças que alcançaremos os mesmos direitos que os homens, não temos que ter tratamentos iguais em tudo, nós não somos iguais. Existem diferenças biológicas, químicas, físicas, psíquicas que não podem ser descartadas e nem queremos isso. Mulheres são mais complicadas que isso...
Pra que abrir mão do galanteio, da sedução, dos arrepios na nuca quando nos deparamos com um rapaz que sabe o momento certo de te tocar com firmeza e o momento exato de te soltar com delicadeza? Para ser vista como uma mulher moderna, independente e “racional”? Então, para ter os mesmos direitos, ser feministas, é preciso abrir mão do feminino? Só seremos mulheres feministas se aprendermos a fazer xixi em pé?
Não é por esse caminho que devemos nos enveredar, não precisamos anular sentimentos, anular nossas sensações, nossos prazeres para sermos vistas com respeito. Só alcançaremos de fato nossa independência e nosso devido respeito quando percebermos e perceberem que somos diferentes, que somos mais complexas que tudo isso. Só teremos um divertimento de qualidade quando levarem em conta nossa real vontade, ao abrir uma casa de entretenimento como essa. Que precisa passar sim pelo erotismo, pela pegada pesada, pelo suor etc. Que precisa de uma virilidade como nós mocinhas gostamos de ver, sem muito rebolado, sem se sentir tão ridícula na frente das amigas e sem levar aquilo demais na brincadeira, como esses eventos acabam sendo para boa parte de nós.
Talvez algo que misturasse uma (mesmo que falsa) sedução, galanteio, que nos fizesse sentir desejadas, que nos surpreendesse ou ainda que fosse apenas sexo pago, mas que fosse mais elegante, discreto, mais um ambiente de festinha privado e menos show de calouros...
Difícil? É... não disse que seria fácil nos satisfazer, mas estamos dispostas a ajudar com várias dicas. E aí? Quem está disposto a tentar?




Fotos retiradas do Google

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PESSOAS RABUGENTAS, COM TPM, MAL-COMIDAS OU MIMADAS: O QUE FAZER?

Como lidar com aquelas pessoas que oscilam de humor com freqüência? Sabe aquelas que hoje te dão beijinhos, te abraçam, são super gentis, não sabem o que fazer para te agradar, mas amanhã nem olham na sua cara? Fingem até mesmo que não te conhecem ou te cumprimentam com cara de mau-humor como se a sua presença tivesse estragado o dia delas?
Se fossem só conhecidos de balada, amigo de amigo, colegas, tudo bem, era só ignorar, parar de andar perto e estava tudo certo. Mas o pior é quando somos obrigados a conviver com elas, em um ambiente de trabalho por exemplo. Como agir com essas pessoas? O que podemos fazer para que o mau-humor alheio não atrapalhe o nosso bom-humor?
Porque com toda sinceridade, isso pra mim não passa de um acumulado de egoísmo, mimo e maneira de chamar a atenção. Lógico que uma vez ou outra acordar de “ovo virado” é normal. Tem dia que tudo parece dar errado e você realmente não consegue controlar a frustração, mas fazer disso uma rotina é que não dá certo. Precisamos nos tocar que ninguém é obrigado a saber dos nossos problemas, compartilhar a nossa dor, muito menos se candidatar a mártir se tornando a válvula de escape dos nossos problemas, pra isso você pode comprar um saco de boxe, não? O mundo pode até estar desmoronando, mas você não está caindo sozinho e tem telhado mais fraco que o seu. Olhar em volta pode ser uma boa dica pra ver se você percebe o quanto seus problemas são mínimos e se toca que o que atrai tanta urucubaca pra você é exatamente essa nuvem negra que você carrega como acessório da última moda. Pessoas com esse dom de cara feia e respostas mal-criadas não percebem que se tornam, em sua maioria, espalha bolinhos. “Ihhh lá vem fulano, não agüento mais a cara de bunda que ele faz. Não sei se hoje dou bom dia ou um dedo pra ele. Vamos embora.” E pronto, vai cada um pra um canto, assobiando como no desenho animado. Mas a pessoa, sempre vítima da situação, ao invés de se auto-criticar, cai no mais profundo mau-humor ainda como se a inveja alheia e os falsos que o rodeasse. Aliás, suspeite desde já daquele que diz que é sempre vítima de inveja, que as pessoas são falsas, ele não tem amigos... isso já é um alarde para esse tipo de gente egocêntrica, onde se a lua tá boa pra ele, o dia está lindo, se não está o de todas as pessoas do universo não pode estar também senão é conspiração contra ela.
O que acontece, pelo menos comigo, é parar de falar com aquele tipo de gente. Só usar as palavras para aquilo estritamente necessário. E fica aquele clima desconfortável, desagradável onde parece até mesmo que eu sou a esnobe, mas não dá pra ficar sempre esperando ver como o outro reagirá para saber como tratá-lo né? Tenho cara de Super Nanny, por acaso? Ficar bajulando marmanjo mimado não rola. Se uma pessoa age assim duas vezes comigo, não agirá mais a terceira. Porque ai quem vira a cara, finge que não conhece, ignora um comentário de aproximação, sou eu mesma. Pegar no colo, ninar e falar: Ohhh, gente.... não fica assim não vai passar... é um trabalho pra aquela sua mãe que não te ensinou a boa educação. Ela que te ature sozinha. Porque fazer pirraça, beiço, mal-criação funciona mesmo só na nossa infância e com nossos pais, passou disso... é falta de equilíbrio mesmo, minha cara, sem outra alternativa. E pra te dar equilíbrio entre no circo ou procure um terapeuta.
Sei que a tendência quando tudo parece ruim é entrar na bad vibe mesmo, mas precisamos sempre estar atentos, controlar nossos pensamentos para que um momento ruim não se perpetue e o nosso mau-humor não se torne crônico e afaste tanta gente legal a nossa volta. Porque nada é tão ruim que não possa piorar ou melhor, a escolha está dentro de nós. E lavar o rosto e vestir um sorriso na cara, mesmo que por fora já pode ser um bom começo pra mudar as coisas que estão ai dentro, lá na alma. Vamos tentar?


Fotos retiradas do Google

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

E AI? PRONTAS PRO DESFILE?

Já faz certo tempo que o culto à beleza tem sido um comportamento comum na sociedade, a busca exacerbada pela perfeição física atinge até mesmo as crianças. Antes queríamos brincar de boneca, hoje elas querem maquiagem, sapatos de salto e têm séries especiais na academia. Um grande exemplo disso é Suri Cruise, que se comporta e se veste exatamente como sua mãe.
Não é apenas pela falta de infância e pela puberdade adiantada que lamento, mas principalmente pela perda de valores, pela superficialidade com que as pessoas dessa geração irão se encarar. Já sinto isso bem real nos relacionamentos de hoje, que dirá em como ficará para a geração de Suri e os filhos de Victoria Beckham.
Sinto um profundo pesar quando conheço uma pessoa boa, legal, que teria tudo para ser alguém interessante, mas se perde no caminho quando inverte as prioridades na vida. Estudar pra quê? Bora pra academia!
E isso não é só uma atitude feminina como muitos pensam, foi-se a época em que se podiam culpar as garotas da propaganda de cerveja. Homens têm ficado cada vez mais metrossexuais. Mas não de uma maneira saudável como se cuidar mais, se preocupar com a saúde, bem-estar e em agradar as mulheres. Nesse mundo de modelos não cabe mais ninguém, a não ser seu ego.
Quando uma pessoa entra no mundo dos perfeitos já não sobra espaço para mais ninguém, se olhar no espelho já se basta. Quantas pessoas você vê nas academias se deliciando em frente ao espelho consigo mesmas? Essas mesmas pessoas não conseguem se relacionar com mais ninguém, porque ninguém consegue chegar aos seus pés, só elas são perfeitas. Se cuidar, tentar manter o corpo legal, segurar a balança, se alimentar pensando na saúde e na velhice é mais que válido, é correto. Não defendo aqui o sedentarismo. Homens se cuidando, cortando os cabelos, os pêlos, se barbeando com cremes descentes, cuidando da roupa é bonito para nós, faz bem pros olhos, traz conforto vê-los assim, mas pra tudo existe um equilíbrio.
Não quero uma pessoa desleixada, sem preocupações com higiene ao meu lado. É uma demonstração de interesse também estar bonito para um encontro, mas não é tudo. Ter um bom papo, saber-se fazer interessante, prender alguém por um conteúdo, escutar, se interessar pela vida do outro é o que sustenta uma relação, o que nos faz transformar a paixão em ternura, carinho, respeito, admiração e amor.
Posso achar um gostosinho de academia uma delicia, mas de boca fechada. Cinco minutos de conversa e enxergarei um imbecil na frente, será como sair com um carinha de 7 anos de idade. E, nem seu tanquinho tentador me segurará ao seu lado. Embrulhos podem ser bonitos, mas o que guardamos são os presentes, aquilo que vem dentro. O embrulho só serve mesmo para a apresentação inicial.
Para segurar a onda do dia-a-dia, para me conhecer despida (não me refiro só a ausência de roupas, mas como sou por dentro), para ser um companheiro de jornada é preciso ter conteúdo, ter jogo de cintura, humor, sensibilidade, conhecimento e amadurecimento. É preciso ter certa inteligência para me contestar quando eu estiver errada, argumentar, se fazer notar em minha vida. Ser alguém ao meu lado e não escondido entre músculos. Relacionamentos entre modelos perfeitos não tem liga, não tem conexão, não convence. De tanto amarem imagens, eles não conhecem mais o concreto.
Para segurar a onde de uma vida a dois e de uma vida adulta é preciso muito mais que halteres, pesos e supinos, não se segura a vida nem relacionamentos no muque, no braço, mas sim na cabeça e no amadurecimento. De tanto olhar pra si as pessoas estão se esquecendo do que realmente importa, do que se leva de bom, do que teremos na velhice: lembranças, pessoas e fatos. Imagem não é nada!


Fotos retiradas do Google

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CHEGOU NO FUNDO DO POÇO? ENTÃO PARE DE CAVAR...

Levar um chute na bunda dói, e dói muito, Talvez uma das maiores dores, porque tira o ar, aperta o peito, o choro não sai, jorra, a gente perde o apetite e a graça de viver. Como uma pessoa a quem você dedicou tanto amor, confiança, carinho e respeito pode ser tão ingrata assim? E de repente? Ele simplesmente chegou e disse: acabou, não te quero mais. Ou nem isso disse, talvez, passou apenas a não mais te atender e só. O que fazer sem ele? E quando o termino ainda vem com uma outra pessoa de brinde? Quando ele te deixou para ficar com outra? Literalmente, ele te trocou? Não adianta dizer que não tem raiva, só tristeza. Que rapidinho se supera. Não no inicio, não na descoberta. Revoltar é humano, querer que a outra apareça morta embaixo de um caminhão dirigido por você, seria a melhor das vinganças. É o melhor dos sonhos. Você começa a se questionar onde foi que você errou. Foi pouca atenção? Será que você deveria ter entendido todas as vezes que ele não queria sair com você? Que ele estava frio? Você deveria ter brigado menos? Questionado menos? Você deveria ter sido diferente? Não, entenda de uma vez por todas: a culpa não foi sua. Você deu amor, lealdade, compreensão e tudo o mais que você queria receber em troca e nunca obteve ou, obteve em parcelas. Chega de criar culpas pra você. Ele sempre te dominou assim e, agora, até no término você tenta fazer o mesmo. Relembre comigo: quantas vezes você não se sentiu deixada de lado, diminuída, ele não fez uma atitude não condizente com suas vontades? Quantas vezes você não foi contra seus próprios princípios e relevou certas atitudes dele? E no final, sem nenhuma explicação lógica ele ainda te fazia pensar estar errada e até mesmo pedir desculpas a ele? Agora analise friamente quem nunca deu valor a esse relacionamento? Quem realmente não merece quem? É isso mesmo, não é papo de mulher corna, abandonada, que para não se sentir inferiorizada inventou essas desculpas não. Não é isso. É simplesmente uma análise fria da situação que você nunca fez, amiguinha, porque estava sempre preocupada demais em não perder seu grande amor. Você deu tudo de si, foi boa, demonstrou seus sentimentos sem medo, se dedicou a ele, a relação, acreditou em tudo que ele disse, o aceitava como ele era, tentou agradar de todas as formas possíveis e impossíveis, do sentimental ao material. E mesmo assim, ele ainda achou pouco de você, não foi o bastante. Ele fez coisas escondidas, te traiu, não se preocupou nem ao menos em preservar a sua dor. Ele terminou sem o menor respeito e compaixão por você, sem aquela conversa, aquele abraço, aquela amizade. Demonstrou o que você nunca enxergou: da parte dele nunca ouve sentimento algum. Enfrentar isso pode sim ser mais duro do que se culpar. Aceitar que o outro nunca viu alguém especial em você e somente te usou enquanto estava bom e satisfatório pra ele pode ser mais cruel que qualquer outra desculpa que você possa criar. Mas é uma libertação, enfim. Se ele nunca foi pra você o que você foi pra ele, finalmente ele fez um bem a você. Te liberou desse vício na marra, a força, mas sozinha você não conseguiria sair. Quanta ironia não? Na vez em que ele foi mais cruel, ele te fez enfim uma coisa boa, te deixou viver. Se ele é com a outra o que você sempre sonhou que fosse com você? Se ele faz com ela tudo que você implorou um dia pra que fizesse com você? Se ele a assume como nunca assumiu você? É sinal que você foi uma boa professora e ensinou a um coração de gelo o que vem a ser amar de verdade. Ele pode reconhecer ou não, arrepender um dia ou não, mas está lá, não tem como negar. Você de uma forma ou de outra, modificou sim a vida dele. Como dizia Fernando Pessoa, uma pedra modifica o caminho do rio, mas com o passar do tempo, o rio também modificou de alguma forma aquela pedra. Você fez tudo o que podia ter feito, deu o melhor de si. Sempre deixou o orgulho de lado em nome do que sentia. Não deve então se martirizar, se culpar, procurar a causa em você de tanta dor. Não há do que se arrepender. Se amanhã ele vai voltar? Se o mundo dá voltas e você será pra ele um dia o que ele foi pra você? Sinceramente não sei e não sei se importa. Você deu a ele o ensinamento que ele precisava, ele deu a você o seu. Se valorize sempre. Não abra mão do que pra você é fundamental por alguém. Não deixe de lado seus princípios, seja ativa. Imponha aquilo que pra você é inaceitável, não se anule, não abra mão de você pelo outro. Porque no final, se ele tiver que ir embora, ele vai. Nada do que você fizer poderá pesar na situação. Não, a Amélia não é a mulher de verdade. Sei que você chegou ao fundo do poço, sei que a dor é profunda, mas se você já está ai embaixo, pare de cavar. Só de ficar paradinha no mesmo lugar já te ajudará a pensar em como sair daí. Tem um mundo lindo lá em cima, pode acreditar! É só parar para respirar, ficar quietinha aí embaixo que você começará a entender. Vai por mim... Tudo na vida passa, até a uva passa!!!




Fotos retiradas do Google

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SINCERIDADE: DIPLOMACIA OU GROSSERIA?

Até onde vai sua sinceridade? Existe um limite para ser sincero? Excesso de sinceridade é grosseria? Você realmente consegue ser sincero em todos os momentos da sua vida? Quando uma pessoa é sincera demais com você, ofende? Todo mundo que se diz sincero realmente é sincero ou a sinceridade está escassa?
São muitos os questionamentos que tenho quando o assunto é sinceridade. Mesmo as pessoas tendo banalizado o seu significado e a cada nova entrevista de emprego dizer: qualidade que tenho – sou sincero, tenho minhas dúvidas na veracidade dessas informações.
Sinceridade parcelada não é sinceridade, ofender gratuitamente o outro também passa longe de ser uma pessoa sincera. É mais fácil você ser apenas um mal-educado do que realmente ser sincero. Eu mesma confesso que tento e, na maioria das vezes, consigo ser sincera, mas mente aquele que diz que por um momento ou outro não precisa usar das artimanhas da falsidade para manter um bom relacionamento social.
No mundo adulto não dá para se meter a banca de sinceridade extrema, já não fica nem bem, é imaturo, desnecessário, desmedido. Lógico que não levanto aqui a bandeira dos falsos e defendo a hipocrisia. Isso jamais. Mas é preciso se tomar cuidado com as palavras, ser menos leviano com o outro, as conseqüências não são mais o “tô de mal”. Você pode sim ser uma pessoa sincera, dizer aquilo que pensa, mas é preciso ser mais diplomático, dosar as palavras, utilizar a expressão certa para não ofender, para não invadir o espaço do outro. Porque você pode até ter a liberdade de expressar tudo o que pensa, tudo o que sente, mas sua liberdade termina onde começa a do outro.
Tem gente que usa do deboche para dizer o que pensa e diz que isso é ser sincero. Deboche nada mais é do que a covardia, covardia de se usar do humor negro para diminuir o outro, se passar por superior. É coisa de gente bem pequena.
A sinceridade nada mais é que o equilíbrio entre o sem noção, mal-educado, que ofende os outros com as palavras, e o falso, que quer apenas agradar e ser o boa praça. E, como tudo na vida, encontrar esse equilíbrio não é nada fácil.
Apontar o dedo na cara do outro e enumerar os seus defeitos pode até ser uma tarefa tranqüila, mas e quando fazem isso com você? Dá vontade de partir até mesmo pra agressão, não é verdade? Então... ser sincero não pode ser isso, não pode ser sair por ai apontando os defeitos dos outros, gritando aos quatro cantos o que o outro fez ou deixou de fazer, isso é fazer fofoca, isso é caguetar. Mas também dizer só coisas bonitas e o que o outro quer ouvir, não é ser diplomático e nem educado, isso nada mais é do que ser falso, o que está longe de ser uma atitude sincera.
Eu mesma muitas vezes sou taxada de grossa e até sou mesmo, é difícil pra mim pensar, acreditar em algo e não falar. Sou impulsiva e transparente demais, quando eu vi já até falei, mas estou tentando trabalhar isso. Não vou deixar de ser sincera se pensar antes de falar, se esperar o calor do momento passar e ser direta com as pessoas sim, mas em um momento mais adequado, em um local propício e com as palavras certas para não ferir. É difícil, é um exercício diário. Mas a sinceridade não pode se transformar em um defeito, não é? Como um animal em extinção, cada vez mais rara, ela precisa também ser apreciada e cuidada.
E então? Vai continuar afirmando que é sincero ou já está repensando a sua posição? A sinceridade nasce bruta nas pessoas, mas precisa ser lapidada, concorda?
Podemos sim dizer aquilo que pensamos, defender o nosso ponto de vista sempre, alertar os amigos, nos negarmos ao que não acreditamos, mas precisamos aprender a maneira correta de dizer sem ofender. Precisamos entender que não se ganha a confiança de ninguém na base do grito, na base do bater no peito. Sinceridade é algo bem mais difícil e complexo do que se imagina a principio. Não diz apenas sobre o caráter de uma determinada pessoa, como pensamos, mas diz principalmente sobre sua maturidade. Ser sincero é coisa de gente grande!



Fotos retiradas do Google

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ERA UMA VEZ UM TEMPO QUE NÃO VOLTA MAIS

Minhas avós têm cheiro de comidinha caseira, cheiro de doce, abraço com sensação de sabedoria, pele enrugadinha e macia que tem textura de história, de um tempo que eu não vivi, mas posso sentir. De um tempo puro que não volta mais.
Tenho minhas duas avós ainda vivas, lindas. Cada uma com sua peculiaridade que me fazem ter muito orgulho de ter nascido na família que nasci. As duas são da época onde a tolerância ainda existia, onde a família era um santuário e o respeito não se pedia, que dirá se exigia, apenas se tinha.
Sentadas na poltrona, sendo aninhada por elas tive vários conselhos que tento seguir, mas o mundo já não é mais o mesmo, as pessoas já não têm a mesma consideração. Mesmo assim, eu vou tentando pra ver se pelo menos perto da idade delas eu consigo chegar.
Uma delas passou dos seus 90 anos, ela já perdeu seus pais e a maioria dos seus irmãos, viu todos os seus amigos falecerem e seu álbum de retrato mais se assemelha a um museu, mas nunca a vi cabisbaixa, tristonha e nem contestando a vida, a Deus. Uma vez a questionei sobre seu passado, as pessoas que já se foram, sobre a saudade e ela me disse: se eu pensar na saudade, no que passou, eu não saio da cama. Não me interessa o que passou, se passou é porque já era a hora de passar, eu vivo o hoje e penso em quem está vivo hoje. Todos os dias, todas as noites só me lembro e rezo por quem está vivo. Quem se foi, se foi, cumpriu seu ciclo. É passado. Não gosto do passado, o passado não muda em nada minha vida.
Podem acreditar, é realmente assim que ela leva a vida. Sempre sorrindo, fazendo piada sobre tudo. Ela transforma qualquer conversa séria em uma bobagem só e é adepta a um palavrão de vez em quando só para trazer boas gargalhadas. Sempre leve, de bem com a vida. Enfrentou traições, enfrentou autoridade dos pais em uma época que mulher não opinava, tinha tudo para ser rabugenta, preconceituosa, amarga, não aceitar as condutas modernas e, no entanto, chega a ser mais atual que até eu mesma. Ela se adapta ao meio, se adéqua ao mundo, se transforma antes mesmo da evolução social. É assim que ela sobrevive a todas as experiências, é assim que ela marca nossa vida e faz sua história.
A outra é um pouco mais nova, mas com uma experiência de vida marcada por muita luta, decepção, mas ao mesmo tempo alegrias que nunca sentiremos. Alegrias simples, puras. Como a lembrança de se criar seis filhos, um marido rígido que não a deixava trabalhar, mas que nunca deixou faltar nada em casa. Da maneira caprichosa de se cuidar de uma casa, do seu lar que nada verdade é seu santuário, onde ela ajudou levantar as paredes e abriu mão de muitas coisas, inclusive de alimento, só para realizar o sonho de vê-la de pé.
Ambas viveram períodos de guerra, situações difíceis que nem conseguimos nos imaginar, mas passam a mesma lição de vida. Com ternura, simplicidade elas demonstram que tudo passa: momentos bons, ruins, pessoas... tudo tem seu tempo, mas para que valha realmente a pena é preciso recomeçar a cada dia, sem olhar pra trás, sem amarras e sem amarguras. Elas deixaram em nós bem mais que receitas de bolo, deixaram um legado, um manual de vida.

Fotos retiradas do google

terça-feira, 19 de julho de 2011

A GAIOLA DAS LOUCAS ESTÁ ABERTA


É generalizado, quase que unânime, os homens estão fugindo das mulheres e todas já estão desesperadas, a beira de um ataque de nervos. É isso mesmo! Nós mulheres simplesmente não sabemos o que fazer e o que esperar mais do sexo oposto.
Tudo começou com a independência profissional, financeira, com uma nova voz ativa na sociedade. Não precisamos mais nos casar virgens, nos guardar para o “príncipe encantado”. Pudemos nos libertar para o prazer e as descobertas do relacionamento a dois. É verdade que mulher não consegue sair fazendo sexo por aí, sem nenhum tipo de envolvimento, sexo por sexo. Mas já pudemos, enfim, começar a ser a companheira que eles tanto esperavam, de maneira mais igual. Mas será que não foi aí que as coisas começaram a se complicar?
As mulheres hoje não se importam mais com títulos oficiais. Com profissão, casa própria e independência, não precisamos mais de relações lavradas em cartório para nos garantir status e lugar na sociedade, nos contentamos e, algumas de nós até preferem, ter relacionamentos leves, sem rótulos, encontros casuais, sem cobranças. Os famosos P.As, PFs, ficantes, tico-tico no fubá e etc. São companheiros, amigos, parceiros que se encontram, se gostam, dividem prazer, cumplicidade, carinho, mas sem grandes compromissos, sem muita cobrança.
Era tudo que um homem podia sonhar não? Ter um relacionamento com alguém ser ter o compromisso, a palavra namoro tatuada na cara? Ter a liberdade de sair com amigos, jogar aquele futebol, ir pra balada, beber umas no barzinho sem ter alguém para dar satisfação e lançar o caderninho de mentiras pra se safar das brigas e encheções de saco? Parece que não. A auto-suficiência cada vez maior feminina tem afastado nossos machos.
Será que eles estão confusos? Perdidos? Sem saber o seu novo lugar? Como na história do passarinho que há milhões de anos seduz a passarinha dizendo bom dia todas as manhãs, até o dia em que, ao se aproximar dela, é ela quem dá o bom dia a ele, deixando-o confuso quanto ao que fazer. Deixando-o sem entender qual o passo que ele deve tomar. Ou será que é a famosa oferta? Com a liberação da castidade sobra oferta de mulher no mercado e, então, eles perderam de vez o pouco de interesse que tinham, o pouco de sentimento que ainda restava dentro deles. Mulheres viraram objetos descartáveis de vez. É a famosa uma noite e nada mais pra todas. Ou será apenas mais uma demonstração infantil da insegurança que eles sempre carregam? Porque ao deixarmos de ser só deles, ao termos vida própria e vê-los com mais leveza, mais igualdade, eles se sentem inseguros, diminuídos e fazem os famosos joguinhos para nos ver atrás deles. Será?
Eu realmente não sei qual a causa, não sei o que se passa na cabeça desses meninos. E as complicadas somos nós né? Mas o que eu sei é que como está não dá pra ficar. Parece que nos tornamos ninfomaníacas ou eles frígidos, a ordem inverteu de vez, é o fim dos tempos. Eles nos fazem sentir diminuídas e desesperadas. É como se ao procurarmos por eles no meio da noite, num dia de semana qualquer, nós estivéssemos infringindo uma lei. A lei masculina da atualidade onde a mulher tem que gostar de sexo para ser boa, mas não muito, não mais do que eles. Eles têm o papel de te ligar quando querem sexo, quando querem divertimento e você, nessa hora, também gosta e aceita. Mas ao ligar pra eles procurando? Infração grave com direito a detenção, minha cara. Como assim? Procurar um cara no meio da noite querendo diversão? Simplesmente, você perdeu a graça. Não podemos demonstrar interesse, não podemos demonstrar desejo, não podemos querer uma relação limpa, clara, com as cartas jogadas na mesa. Não dá pra entender.
Antes éramos pedantes porque queríamos somente amarrar os caras. Víamos neles alianças de ouro, segurança financeira e um porto-seguro onde ancorar. Agora que só queremos ter a liberdade de nos encontrarmos quando ambos sentirmos vontade, quando já encaramos neles as pessoas com quem nos divertir, passar tempo, sem apoiar neles, sem pesarmos nas suas costas, somos mal quistas, vistas como mulheres ardilosas que usam dessas artimanhas modernas para envolvê-los. Sério que de todas as maneiras seremos sempre vistas como as loucas apaixonadas? Será que não somos capazes de viver e aceitar uma relação mais livre, solta, mas com respeito, admiração e cumplicidade? Não existe um equilíbrio? O que devemos fazer então? Qual a nossa solução? Brinquedinhos de sex shop? Castração? Cintos de castidade ou seguir as dicas dos livrinhos para seduzir “o cara dos seus sonhos”? Não podemos querer ter um companheiro, poder contar com ele e ele com a gente sem que isso envolva competição? Sem que isso não caia em rótulos, mas se mantenha a relação? Não podemos ter parceiros sem parecermos as doentes apaixonadas e obsessivas só porque ligamos, mandamos mensagens, mantemos contato? Não podemos nos preocupar como amigas e sermos fofas com quem transamos? Onde está essa lei, por favor? Preciso lê-la para saber enfim até onde posso ir. Qual a regra?
Porque se não ligo, sou promiscua, fria, louca, ele não pode confiar. Se dou atenção, mantenho interesse, amizade, sou gentil, carinhosa, estou perdidamente apaixonada e vou ficar no pé do cara.
Afinal o que eles querem? Alguém sabe me responder?


Fotos retiradas do google

sábado, 16 de julho de 2011

O DESPREZO É O NOVO PRETINHO BÁSICO


Não sei se vocês já perceberam ou se é minha sensibilidade canceriana que está falando mais alto, mas o que venho notando no cotidiano entre as pessoas é um profundo desprezo umas pelas outras. É como se o outro tivesse se tornado um objeto pertencente ao meio ambiente e tudo que ele faça não passe de uma obrigação. Não devemos nada pra ninguém.
Desprezamos o bom dia do porteiro gentil que nos abre a porta do elevador todos os dias. Desprezamos o sorriso da atendente da padaria ou do supermercado e, muitas vezes, não apenas desprezamo-la, como retrucamos algo malcriado pela demora no atendimento. Desprezamos um recado anotado no trabalho. Desprezamos a presença de moradores de rua em todos os trajetos que fazemos e só nos lembramos deles quando na verdade eles berram sua presença com uma agressão qualquer. Porque sim, é neles que o nosso desprezo abre mais feridas. Desprezamos a atenção desmedida dos nossos pais, a cumplicidade dos nossos irmãos e a fidelidade dos nossos amigos.
Chegamos a um ponto de egoísmo tão grande que simplesmente nem nos damos conta desses momentos corriqueiros, dessas pequenas atitudes do dia a dia. Sentimo-nos superiores aos outros. Não admitimos ser tratados assim, nos fere, nos magoa, nos causa frustração e raiva, mas temos esse tratamento o tempo todo com os demais e julgamos ser normal, fruto da correria da atualidade. Alguns irão além, jogarão a culpa no capitalismo. Sim, na busca desenfreada em ganhar dinheiro, cada vez com menos tempo para uma vida pessoal, as pessoas têm se ignorado e ignorado a presença do outro com naturalidade. É como diz o ditado: Os fins justificam os meios.
Mas um sistema não tem tanto poder sobre nós como nós mesmos. É medíocre demais, é pequeno demais jogar a culpa de nosso egoísmo no outro, no sistema, na correria ou até mesmo na política. Somos culpados pelo que fazemos a nós mesmo, somos os únicos culpados pelo o que fazemos com os outros.
É verdade que essas atitudes ficam mais escancaradas quando se trata de um relacionamento a dois, quando um homem despreza uma mulher, ou vice-versa, é que percebemos os efeitos que isso nos traz e nos indignamos. Nesse momento essa atitude vira algo alienígena.
Se o namorado de uma amiga desprezar uma demonstração de afeto dela, declaramos guerra ao individuo e juramos retaliação. Como pode alguém ser tão insensível, machista, egoísta e grosso ao ponto de desdenhar, passar por cima dos sentimentos de alguém? Como alguém pode rebaixar assim nossa amiga a um objeto? Como ele pode achar que ela é menos que ele e que por isso já deve ficar bastante satisfeita em estar na presença dele? Desfrutar dos momentos preciosos que é a vida dele? Ele não merece a ninguém, merece ficar sozinho com o carrinho dele, com o empreguinho dele e o apartamentinho dele não é verdade?
Não, não é. Obvio que o namoradinho da nossa amiga não tem o direito de fazer isso com ela, mas nós também não temos direito de fazer isso com os outros. Nossa diarista, nosso porteiro, o trocador do ônibus, a atendente da loja não é menos importante que seu namorado, marido e afins. Quando nos fazem uma gentileza não é por obrigação, não é porque somos mais bonitos, mais ricos, mais inteligentes. É meramente educação, gentileza, bom tratamento e que merece sim uma retribuição a altura. Nos lembramos de carinho, amor, gratidão e respeito só com nossos relacionamentos amorosos, damos importância apenas a isso e nos esquecemos que somos rodeamos por amores bem maiores que este. Gentileza gera gentileza. E o amor vem pra quem o merece. Pense nisso!
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

SERIA BOM SIM RECEBER ALGO EM TROCA, NÃO SOU HIPÓCRITA!


As pessoas têm a estranha mania de achar que podem receber amor, carinho, atenção, atos de amizade, esforços sem oferecer nada em troca. Alguém muito egoísta ou com propensão ao sofrimento saiu espalhando essa idéia de que é bonito fazer tudo pelas pessoas e não se esperar nada de retorno. Pode até ser bonito, mas não tenho a menor vocação pra Madre Tereza, sorry! Quando eu dou, eu espero sim algo em troca, não precisa ser na mesma moeda, só a gratidão já seria de bom grado.
Tudo bem que uma amizade, nem qualquer outro tipo de relacionamento, pode ser fundada na obrigação. Ninguém tem a obrigação de agir como queremos para uma relação dar certo, com certeza isso estaria fadado ao fracasso. Mas esse argumento de falta de obrigações passa a estranha idéia para as pessoas que elas podem ser egoístas e ingratas e que quem as ama deve aceitá-las assim como elas são. O que também leva a relação para o caminho do fim. A única pessoa que te aceita como você é, sem o menor esforço para tal, é sua mãe, queridinha... o resto a gente tem que batalhar cada dia para conquistar e reconquistar. É como a plantinha, regue todos os dias, dê atenção ou ela morre. Simples assim.
Sofro muito quando me deparo em momentos difíceis e os amigos somem. Ou quando eles não têm “tempo” porque o namorado/marido demanda do seu tempo, além é claro do trabalho. Ou até mesmo quando eles marcam alguma coisa e simplesmente furam porque surgiu algo mais interessante, mais importante no caminho. Eu não sei dividir amizades. Não tenho amigo de balada, amigo de confidências, amigo dos momentos bons, amigos de estudo, amigos ocasionais. Comigo é pra qualquer momento ou nenhum. Mas com isso a lista só vem diminuindo e a decepção aumentando.
Não digo que deva ser como no colégio, sempre grudados, sempre disponíveis, inseparáveis. Cada um tem seus afazeres, suas obrigações, seus momentos íntimos que devem ser respeitados e são até saudáveis para uma boa amizade. Senão de onde sairiam as novidades e as horas no telefone para contar as fofocas? Mas é preciso saber dividir, saber se fazer presente quando o outro precisa. Ter a sensibilidade para descobrir quando um momento é realmente importante para aquele amigo, quando ele realmente precisa de você ao lado e nada no mundo pode passar a frente disso. Ele não precisa pedir, ele não precisa te interromper. Um bom amigo sabe a hora que o outro precisa e naturalmente já se posiciona ao seu lado. O outro até entenderia sua ausência se você explicasse, mas você mesmo não quer ficar longe dele naquele momento. Isso é a amizade verdadeira. A amizade que vem sendo perdida com o egocentrismo cada vez maior das pessoas.
É muito fácil dizer que se é mais livre, mais independente, que não gosta muito e não se liga no momento melação, mas se você parar pra pensar vai perceber que naquele momento de carência, nada substitui a imagem daquele verdadeiro amigo ao seu lado.
O valor da amizade tem sido perdido. Amigos de infância têm hoje o significado de, ou é obrigado a te aturar na correria, aceitar as migalhas do seu tempo disponível, ou fica bem só ali, no seu álbum de fotografias. Não se cultiva mais o amigo. Ele passou a ser descartável. Enquanto rende vantagens, ele é seu amigo. Passou a precisar de você, a pedir algo, já se tornou um mala, dramático, sensível demais, cheio de nhenhenhê. Chato demais!
Sei que às vezes sou intransigente, exigente demais comigo e com os que me cercam, mas pra mim amizade deve ser verdadeira e desmedida, não dá pra dividir em classes, não faz parte de uma profissão. Se eu aceitar migalhas de um amigo, tenho q aceitar também dos relacionamentos amorosos, por que qual seria a diferença? Por que um teria privilégios sobre o outro? Se eu não posso me diminuir e aceitar qualquer coisa de um homem, posso muito menos aceitar essa atitude de quem se julga meu amigo.
Se vou acabar sozinha? Pode ser.... mas como diz o ditado: antes só que mal acompanhada!
Eu amo meus amigos, faço tudo por eles, mas até o ponto que vejo que a recíproca é verdadeira. Não da pra ser amiga de quem não é amiga por você, entende?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O AMOR É DEMODÊ

Você já disse eu te amo hoje? Tá bom, não hoje só. Tem dito ultimamente? Não estou falando dos seus pais nem dos seus familiares, esse tipo de “eu te amo” é fácil. Você tem dito isso de coração ao seu verdadeiro amor? A pessoa por quem você está apaixonada? Eu confesso que eu não.
Não que eu tenha deixado de sentir, não que isso não sufoque meu peito, mas não sai. Não tenho mais coragem de dizer assim. De tanto levar na cara, recuei. Fiquei receosa quando o assunto é o amor. Dizem que gato escaldado tem medo de água fria né?
Por dentro sou a mesma, com as mesmas esperanças, com a mesma paixão desenfreada, mas aprendi a me conter. Precisei aprender para não ser tão humilhada. Foi-se o tempo em que amar alguém era uma virtude, onde o ser amado se sentia lisonjeado e, se não correspondia, ao menos respeitava as demonstrações de afeto. Hoje quem ama deve esconder que ama. As pessoas fogem assustada com qualquer afeição, qualquer demonstração de sentimento real. Elas querem se sentir descartáveis e descartando.
Estamos em um mundo onde as aparências valem mais que o que temos por dentro. É preferível perder uma pessoa que se gosta a se admitir que se gosta. Amar alguém? Quanta fraqueza não? O amor já é passado, é brega. É preciso passar a impressão de que se é superior ao outro o tempo inteiro. E assim, por falta de coragem de admitir os sentimentos vamos tendo relações com comunicação truncada e a tensão está sempre presente, a cada encontro.
É o querer dizer sem poder dizer. São abraços longos e apertados como se pudesse segurar, por aqueles instantes, a pessoa junto a você. Como se por um momento conseguíssemos ser um só. São olhares perturbadores, inquietos como se eles denunciassem tudo aquilo que é preciso negar. É a explosão do corpo extravasando o que as palavras não podem revelar. Por alguns momentos nos deixamos sentir e viver o que gostaríamos de pedir ao outro para o resto da vida. Mas passado o entusiasmo, passada a saudade, é hora de se recompor. É como de repente entrar em um freezer. O outro se fecha em seu mundo, se enclausura em seu silêncio e se prende na superioridade de sua solidão. Sim, a partir daquele momento ele se basta novamente. Tudo aquilo que você sentiu acima? Não passou de um momento ou até de uma ilusão sua. Quem irá te garantir que não?
E, para garantir sua dignidade, para garantir até mesmo que se possa ter outros pequenos momentos com seu amor, seu secreto amor, você também precisa manter a mesma postura. É um pra lá e outro pra cá. Ai saem os dois ressentidos, os dois com o mesmo sentimento de perda, de dor, de despedida. Mas de cabeça erguida, afinal, ninguém se entregou ao pequeno detalhe que é o amor, ninguém se colocou inferior.
Mas até quando? Até quando se consegue viver assim? Até que momento vale a pena ceder ao outro assim? É possível conviver e esconder o sofrimento que esse tipo de relacionamento causa por muito tempo? Aonde ele irá nos levar? Será que existe um futuro para ambos? Será que em algum momento algum deles se rende e se entrega ao outro pedindo pra ficar? Ou será que eles se afastam depois de se causarem tanta dor, tanto sofrimento a ambos e a si mesmos? Será que o tempo pro amor realmente acabou? E o que eu faço com esse meu coração então que insiste em ser retrô?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O amor virou jogo de azar

São muitos livros ensinando como conquistar o amor de sua vida, muitos filmes. É um tal de não pode ligar, não pode demonstrar interesse, não pode falar demais. Dizer o que pensa? É o fim. Seja sempre a desinteressada, demonstre superioridade. Seja a mulher dos sonhos dele, desperte a imaginação. Seja sempre misteriosa. Não compartilhe com ele suas fraquezas, seus problemas, ao lado dele você é sempre leve, divertida. Ele precisa querer estar ao seu lado como o momento de prazer dele.
Mas aonde isso vai me levar? Que amor é esse que não serve para ser meu companheiro? Que eu não posso contar nos momentos de dificuldade? Que não posso ver como um amigo? Alguém que faz parte da minha vida e está ali pros momentos de alegria e tristeza? Pra conquistar o ser amado eu não posso ser humana? Só Barbie encontra um príncipe?
Se eu não posso mais demonstrar o que sinto, se o homem de hoje só se interessa pela futilidade de uma mulher boneca: bonitinha, arrumadinha, sorridente, ouvinte e sem problemas. Por que então me relacionar com alguém? Por que mesmo eu teria que gostar de ser uma boneca inflável? Que parte disso é legal pra mim? Ah sim, já ia me esquecendo.... assim eu teria um Ken eunuco para posar na sociedade.
Eu não sei viver num jogo cheio de regras, em uma vida intima cheia de podes e não podes. Quando sinto, eu gosto de demonstrar o que sinto. Vivo aquele momento na máxima intensidade e me permito fazer e viver tudo que aquilo pode me proporcionar. Eu sou assim, não sei ser de outra forma e se eu topar jogar esse joguinho de sedução não serei eu mesma. Então de que vale conquistar o homem da minha vida se não será a mim mesmo que ele amará, mas sim somente uma pessoa programada para estar com ele?
Se eu preciso corresponder às expectativas da mulher ideal de um cara para viver com ele, então ele não precisa de alguém ao lado, ele precisa apenas de um espelho, pois serei o reflexo daquilo que ele pensa ser o ideal. Eu não quero ao meu lado um cara tão inseguro de sua masculinidade ao ponto de precisar esconder o que sente, viver na defensiva com medo do que os outros vão pensar. Essa fase da vida já passou. O carinha que tem medo de ser taxado pelos amigos de mané porque está curtindo uma garota sem esconder isso, que não diz o que sente por medo de a mulher não corresponder e fugir dele, que prefere mil vezes dar uma patada e deixar a mulher na dúvida, achando que assim a está dominando, não merece mais que uns momentos de lazer comigo. Sim, não sou hipócrita também de dizer que não me aproveito dos homens como eles se aproveitam de mim. Mas daí a levá-los a sério, a tentar perdoar suas fragilidades e justificar seus atos falhos para perpetuar a nossa relação não rola mais. Já aprendi, eles não mudam. Não comigo!
Quando um cara pensa que me pisando está me mantendo sob o seu território, que assim ele demonstra quem é o dono de quem, passando pra ele uma pseudo-segurança cômoda, ele já não me interessa mais. Ele não é homem suficiente de aceitar minha sinceridade, meu coração aberto. Minhas demonstrações cotidianas de carinho. Eu não tenho medo de me arriscar. Eu não tenho medo de assumir meus sentimentos, de dizer que quando quero alguém, eu quero muito. Digo, anuncio e repito enquanto aquele sentimento existir dentro de mim e não me arrependo. Porque se termina, quando termina, eu não saio com a sensação que poderia ter dado o melhor de mim. Eu saio consciente que joguei com todas as cartas que eu tinha na manga. Que joguei limpo, joguei aberto. Que fui eu mesma e se não correspondeu? Paciência.... é porque ainda não chegou a minha vez. Mas eu vou tentando mesmo assim, não com jogos, mas com a minha melhor cartada: a verdade, a ternura e o amor!
E assim eu vou esperando chegar aquele que realmente mereça e valorize toda essa sinceridade desprovida de jogos. Esperando chegar não um adversário, mas um parceiro para esse emocionante jogo: o jogo da vida a dois!

domingo, 12 de junho de 2011

DONOS DE SI OU FILHOS DE UM DEUS?

Até onde somos donos do nosso caminho? Até onde podemos dominar nossas escolhas e seguir nossas vontades? Somos mesmos livres e responsáveis por tudo que nos ocorre? Nosso destino está mesmo somente em nossas mãos? Ou somos predestinados a certos acontecimentos? Existe o tempo de Deus? Somos livres ou marionetes de um Ser maior?
Até certo ponto, eu acredito que temos nossas escolhas, seguimos os caminhos que optamos, mas de uma maneira limitada. Existem coisas que não se explicam. Você pode fazer tudo certo para que determinada coisa ocorra na sua vida. Seguir todos os passos, batalhar e tudo se encaminhar para aquilo até que, de repente, algo inesperado acontece e muda todo o rumo da trama. É como um barco em mar aberto, ele tem toda a imensidão do oceano como caminho, seu condutor faz a rota, a escolha do destino, mas se o vento virar, uma tempestade acontecer, é preciso se mudar tudo aquilo que foi planejado, modificar a direção, o funcionamento do barco, virar as velas e com muito mais esforço do que de inicio, realinhar os planos para se alcançar determinado objetivo, o que pode levar até mais tempo do que se previa.
Nossa vida não passa de um barco, talvez navio, mais resistente aos balanços, com maior possibilidade de independência, mas sempre dependendo, de alguma forma, das leis da Mãe Natureza. Não há como ser arrogante e prepotente ao ponto de se julgar totalmente responsável pelo destino que se segue. Quando eu ainda tinha essa dúvida, veio a vida e me provou com acontecimentos inerentes a mim e de uma maneira que eu não podia evitar que as atitudes sim vêem de mim, é preciso do meu esforço para que algo realmente aconteça, mas que nem tudo pelo qual me esforço irá realmente acontecer, não no tempo em que eu desejei que acontecesse. É um emprego que se perde no meio do caminho, uma doença que assola um familiar, um falecimento, qualquer tipo de casualidade que simplesmente modifica toda a sua vida e faz o que era prioridade se tornar secundário.
Precisamos sim ter objetivos, traçar metas, desejarmos, mas não podemos nos frustrar com o não acontecimento e nem podemos às vezes nos culpar porque simplesmente o que modificou aquele desfecho não nos pertencia, não cabia a nós comandar. Dedo de Deus? Acaso? Força da natureza? Destino? Provações pelas quais devemos passar? Não sei ao certo, pode ser uma soma de tudo isso, ou até mesmo tudo isso ser uma coisa só.
Não digo que devamos cruzar os braços e esperar que as coisas aconteçam, como eu disse, para tudo depende do nosso esforço. Para sermos melhores profissionais, melhores pessoas, melhores espíritos, melhores familiares precisamos nos esforçar, traçar os objetivos e ir à luta. Alguns imprevistos é que podem acontecer no meio do caminho e não permitir que ocorra o que determinados para aquele período, mas é exatamente na determinação que faremos a diferença. É como no barco citado acima, teremos que modificar os planos, atrasar a chegada ao objetivo, mas jamais nos entregarmos e nos estilhaçarmos em meio ao oceano.
Não sei ainda se realmente o que é nosso está guardado, sei que não podemos desistir só porque ainda não deu certo. Infortúnios acontecem para nos fazer crescer e para também dar o devido valor que aquele destino final merece! Podemos perder várias batalhas, mas a guerra ainda está longe do fim!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O PRECONCEITO COMEÇA ONDE? NO OUTRO OU EM NÓS?

O que vou dizer pode chocar alguns, e talvez até me chocaria se eu lesse isso nas palavras de um outro alguém, mas tenho me assustado um pouco com o excesso das pessoas quando o assunto está relacionado ao feminismo e preconceitos. Parece que virou uma modinha, uma febre entre os demais se exaltar a todo custo. É preciso sempre se mostrar adepto ao movimento, senão pode ser considerado racista, machista, misógino, pode-se ficar de fora do grupinho.
Não entendam mal, tenho personalidade forte, não aceito ser dominada e defendo minhas convicções e meus direitos. Aquele que me conhece, por pouco que seja, sabe que não sou de fazer gêneros para agradar, isto vale de família a pretendentes. Sou aquilo que transpareço ser e me defendo como tal. Acho justa a bandeira levantada contra o preconceito. É ridícula a rotulação, a superficialidade de se julgar alguém por sua cor, raça, situação social, orientação sexual ou até mesmo por seu gênero.
É verdade sim que mulheres conquistaram o direito de votar, de trabalhar, de rasgar sutiã e usar cinta-liga, mas estamos longe de sermos aceitas e admiradas pelo o que quisermos ser, sem sermos taxadas ou rotuladas. A luta ainda é árdua e não estamos próximas do fim. Mas daí, a empunhar a arma para todos que expressam suas opiniões contrárias as nossas, a julgar o outro como preconceituoso e machista só porque sua convicção se difere da nossa, mas não nos ofende, não nos agride... ai já me cheira como extremismo.
Não sinto tanto em mim o peso da solteirice em meus belos 27 anos, por exemplo (embora minha mãe já fosse casada e tivesse 1 filho nessa idade e minhas avós já deveriam estar no 2º ou 3º rebento), mas ainda sinto narizes torcendo se eu digo que “peguei” um gato, mas só por curtição, uma noite e nada mais, porque ele era um chato. Ainda preciso esconder camisinhas, enquanto meu irmão as tem em qualquer cômodo de casa.
As mudanças e as aceitações estão acontecendo aos poucos. É preciso sim lutar pela igualdade, pelo direito de ser o individuo que se queira ser, independente da condição que se nasça. Mas toda luta trabalha com uma tênue linha entre o idealismo e o fanatismo. E esse é o meu medo. Casamento homoafetivo? Uma vitória, um acerto da justiça em regulamentar uma relação que já existe e é tão legitima quanto o casamento heterossexual. Mas sair por ai gritando eu sou gay, se esfregando em locais públicos e distribuindo glitter? Desnecessário, não é preciso se auto-afirmar o tempo todo para se ter o respeito. Eu não preciso sair gritando que sou hetero e nem me roçar nos “machos” em pleno dia de sol quente para que me aceitem. Por que então fazer do contrário algo legítimo? Lutar para que mulheres tenham o mesmo espaço que os homens profissionalmente e pessoalmente? Mais do que em tempo de isso acontecer, das coisas modificarem, mas daí a fazer marchas das “vadias”, criar encrenca com qualquer comentário de um homem contra um comportamento feminino, já é exagero.
Por exemplo: homens são idiotas, traem, são egoístas, nos tratam como objetos e nos diminuem. Sempre nos referimos a eles assim em uma discussão. São verdades em maioria? Talvez. Mas nós não estamos assim também? Somos muitas vezes idiotas, egoístas,traímos, tratamos homens como objetos, os diminuímos? Creio que sim e com essa “liberdade” então... Estamos piores ainda, porque estamos nos adaptando ao ambiente. Mas se eles falam isso? Ahhh quanto machismo não? Por que usarmos de dois pesos e duas medidas quando o assunto é o outro?
Não defendo aqui continuidade, conformismo e nenhum tipo de comentário maldoso ou dotado de preconceito, seja em qual ocasião for, mas levanto a bandeira aqui do bom-senso, do direito de sermos aquilo que quisermos ser, de expressarmos aquilo que quisermos expressar, sem nos esquecer que a nossa liberdade termina onde a do outro começa. Eu tenho sim o direito de ser o que eu quiser ser, desde que isso não entre e machuque o espaço do outro. Está na hora de pensarmos menos em categorias: preto, branco, amarelo, gay, hetero, homo, homem, mulher e pensarmos mais em sermos indivíduos. Não parece que na luta contra o preconceito se luta para ser igual, parece que se luta para ser superior. E, é ai que vejo o perigo.